Dólar cai 1,55% e volta a ficar abaixo de R$ 5. Às 11h36, cotação era de R$ 4,929/4,930. Na mínima, chegou a R$ 4,918, após CPI dos EUA abaixo do esperado. Leves perdas e ganhos, mas real ainda sai perdendo.
Índice de inflação americano subiu 0,1% em março. Consenso Refinitiv projetava alta de 0,2%. Acumulado em 12 meses foi de 5,0%. Projeção para 12 meses: 5,2%. Pode influenciar decisões de juros do Federal Reserve. Aperto monetário pode ser interrompido antes do esperado.
O dólar tende a ser favorecido com juros mais altos nos EUA. Assim, o fim de alta de juros próximo beneficia a moeda brasileira, possibilitando carry trades em emergentes. Isso significa financiamento com moedas de baixo retorno para aquelas com altos rendimentos, favorecendo sua valorização.
Os futuros de juros dos EUA refletem agora 60% de chance de alta de 0,25 ponto em maio, versus 73% da véspera. O dólar fechou a R$ 5, seu menor patamar em junho de 2022, pela inflação abaixo do esperado no Brasil e perspectiva de Fed antecipando fim de altas de taxas básicas.
Cenário otimista: queda da Selic, inflação abaixo das projeções, CPI dos EUA alimentando projeções de juros menores. Arcabouço fiscal próximo, queda da curva de juros e do dólar. Ainda atrativo ganhar com juros altos por aqui. Avaliou um especialista.
O DXY caía 0,61% no fim da manhã. Para Canto, correções técnicas do dólar são saudáveis. Campos Neto afirma o seguinte: inflação caiu mas pressões permanecem. O cenário futuro é o dólar entre R$ 4,90 e R$ 5 no médio prazo.