Cientistas conseguiram criar eletrodos diretamente no cérebro de animais

By Atlas Midia

Cientistas da Suécia criaram eletrodos em tecido cerebral usando gel contendo enzimas. Essa descoberta possibilita o tratamento de doenças neurológicas e a criação de interfaces entre pessoas e máquinas.

Cientistas da Suécia desenvolveram método para criar eletrodos em tecidos vivos, usando gel com enzimas. Estudo foi publicado na revista Science. Resultado mostra que eles conseguiram cultivar eletrodos nos tecidos vivos de peixe-zebra e sanguessugas medicinais.

Cientistas criam eletrodos em tecidos de cérebro, coração e cauda de peixes-zebra e sistema nervoso de sanguessugas. O contato com substâncias do corpo altera a estrutura e torna-o elétrico condutivo.

Como a bioeletrônica convencional tem um design fixo, materiais macios e eletricamente condutores em tecidos vivos são inovadores. Estes permitem usar sinais biológicos vivos.

Eletrodos cultivados no cérebro

Brooklyn

Os pesquisadores descobriram um método de cultivar eletrodos biológicos que não afetam o sistema imunológico dos animais. Pode direcionar material para subestruturas específicas e criar uma interface para estimular o sistema nervoso.

Basta adicionar o gel no tecido vivo para iniciar o processo sem nenhuma modificação. Pesquisa científica conseguiu criar material com essa possibilidade pela primeira vez. Sem energia elétrica ou sinais externos.

Até o momento, a bioeletrônica usa materiais físicos implantados no corpo. Por isso, o gel é uma descoberta importante para o futuro da área. Pesquisadores abrem caminhos para novas formas de pensar sobre biologia e eletrônica. Ainda há problemas a serem resolvidos, mas o estudo é um bom começo.

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